Quem nunca ouviu ou leu aquela frase " Gentileza gera Gentileza?
Vi em um programa de televisão a história do profeta, para ser sincera não sabia de onde vinha essa frase (ignorância minha).
Nos dias de hoje as pessoas estão tão secas, digo por onde eu moro, algumas pessoas só pensam em si e não tem compaixão pelo próximo.
Já não existe aquela amizade entre vizinhos, lembro de quando era criança minha mãe fazia um bolo e mandava para a vizinha e depois essa vizinha retribuía com alguma coisa, era algo tão bonito, eu até hoje sou assim.
Esse dias fiz pães e deu para minha vizinha, mas não dei com a intenção de receber algo em troca, mas só recebi um obrigado pelo muro.
Algumas pessoas dizem que o mundo está mudado, não concordo, o mundo é o mesmo as pessoas que estão voltadas só para elas.
O Rio de Janeiro possui em sua história um homem que ficou conhecido como Profeta Gentileza. Um de seus bordões mais famosos era “gentileza gera gentileza”.
José Datrino, nascido no interior de São Paulo, na cidade de Cafelândia em 1917, tornou-se conhecido na Cidade Maravilhosa ao ajudar vítimas de um incêndio no Gran Circus Norte Americano, em 1961, quando morreram mais de 500 pessoas. Datrino foi ao local do incêndio e passou a plantar hortaliças no local onde haviam cinzas do antigo circo.
A habilidade com a lavoura vem da infância pobre no interior, onde também aprendeu a amansar burros. Nessa época, Datrino dizia que quando crescesse, constituiria família e criaria seus filhos, mas depois os abandonaria para seguir em uma missão.
Anos depois, o Profeta Gentileza cumpriu o que havia prometido, e se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”.
Em 1980, Datrino passou a circular pela cidade do Rio de Janeiro com uma longa barba e uma túnica branca, morando embaixo de pontes e viadutos da cidade. Em 1992, durante a Eco-92, o já conhecido Profeta Gentileza se colocava estrategicamente no trajeto que as autoridades faziam para chegar à conferência e gritava pedindo que cada líder ajudasse a espalhar a gentileza pela Terra.
Uma de suas obras foram as pilastras do Viaduto do Caju, onde em cada uma delas, Gentileza escreveu mensagens em verde e amarelo, com sua visão de mundo e com mensagens baseadas em seu lema, gentileza, e recheadas de amor e esperança. Quando era tachado de louco, Gentileza respondia: “Sou maluco para te amar e louco para te salvar”.
Datrino, ou Gentileza, definia sua crença de forma simples e objetiva: “Deus é ‘Gentileza’ porque é Beleza, Perfeição, Bondade, Riqueza, a Natureza, nosso Pai Criador”.
Foi homenageado em vida pelos cantores Gonzaguinha, nos anos 1980, e Marisa Monte, nos anos 1990. Após sua morte, em 1996 no cidade de seus familiares no interior paulista, Gentileza foi tema de samba-enredo da Acadêmicos do Grande Rio, e em 2009, foi interpretado por Paulo José na novela Caminho das Índias.
Fonte
Ser gentil não custa e com certeza alegra o coração!